quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Mulheres imprimem estilo próprio à liderança



Os homens na liderança resolvem os desafios de maneira simples, ou seja, sempre com duas alternativas. Esta foi uma das afirmações de
George Andrew Brough, diretor de desenvolvimento organizacional da Caliper, durante o segundo dia de palestras na ExpoManagement 2007, da HSM.

Ele exemplificou sua opinião citando o modo como se faz a barba. “Antes, tínhamos duas opções: fazer ou não fazer a barba, com a lâmina da Gillette. Depois a Schick revolucionou o mercado com o lançamento do aparelho com duas lâminas. E os executivos da antiga líder resolveram o problema lançando o aparelho com três lâminas, que foi suplantado por outro com quatro e assim por diante. Este é o modo de liderar e resolver os problemas dos homens”, disse.

Já Greenberg, presidente da Caliper e autor do livro O sucesso tem fórmula?, afirmou que as mulheres estão criando um novo paradigma na liderança das empresas. Isso porque são mais persuasivas e têm um estilo diferenciado de resolver os problemas e tomar decisões.

Assertividade – Para Greenberg, as mulheres são mais persuasivas que os homens porque elas aprendem a ouvir antes de falar. Por causa de sua comunicabilidade, empatia e sociabilidade, elas conseguem obter um sim com mais facilidade. Por outro lado, sentem mais a rejeição, por terem auto-estima mais baixa, mas assumem riscos para provarem que podem conseguir o que querem. “A liderança é resultado de saber lidar positivamente com a rejeição”, comentou.

Outra característica louvável das mulheres, segundo o executivo, é a capacidade de ouvir opiniões até conseguir saber o que deve fazer. Isso é muito diferente dos homens, que costumam consultar apenas duas ou três pessoas sobre uma decisão. É algo comparável ao estar perdido no trânsito. Se for um homem passará três horas perdido, mas não pedirá uma informação. Se for uma mulher parará no primeiro posto, perguntará ao frentista e chegará mais rápido. “A mulher procura conversar com o máximo de pessoas possível para respaldar suas decisões”, afirmou.

Além disso, Greenberg destacou que as mulheres têm mais probabilidade de ignorar regras e assumir riscos, tornando-se líderes mais empreendedoras, com mais sentido de urgência.

Painel – No painel com executivas brasileiras, participaram Grace Chung, Franchise director da Ethicon, Johnson & Johnson; Helena Barbosa Machado Ribeiro, presidente do Grupo Empreza Educação e Serviços; Érika Custódio Rolim, vice-presidente de marketing e novos negócios da SAS; Rosalina Cardoso Vilela, presidente da Erlan Indústria de Alimentos; e Leda Machado, diretora de RH da América Latina da Emerson Network Power.

Entre as conclusões apresentadas como fatores necessários para a liderança estão: saber montar uma equipe diversificada, com habilidades que se complementem; ter a capacidade de ouvir muito; contar com ousadia e persuasão; e saber correr riscos. Além disso, é necessário ter estilo próprio e ser maleável para fazer frente às diversas demandas da posição.

Da HSM online

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